Sonho

Por Rubem Duarte

Sonho com uma igreja…

               Não adornada com vitrais importados.

               Não enfeitada com seda e fios de ouro.

               Não preocupada com coisas pequenas, que a traça corrói.

 

Sonho com uma igreja…

               Viva, regenerada, renascida pela cruz.

               Marcante, ousada, destemida.

               Com mulheres e homens fortes, valentes de Davi.

 

Sonho com uma igreja…

               Onde não existam porquês, nem como?!

               Marcada pelo quando? Onde?

               Que chora com a necessidade do vizinho.

 

Sonho com uma igreja…

               Unida, cristã, espiritual.

               Que pense no pobre, antes d’ela mesma.

               Que vai e indo faz, discipula, ensina.

 

Sonho com uma igreja…

               Que fale em seus pastores e não em seu pastor

               Que envie, coopere, sustente.

               Que garanta o sustento de seus ministros.

 

Sonho com uma igreja…

               Na qual uma criança possa dizer: Minha casa.

               Que marque sua geração.

               Que o povo diga: não fechem suas portas.

 

Sonho com uma igreja…

               De missionários, mestres, adoradores.

               De educadores, pastores, líderes.

               De ministros que não precisem lembrar do choro do filho com fome.

 

Sonho com uma igreja…

               De coração aberto.

               De portas abertas.

               De sorriso aberto

 

Sonho com uma igreja…

               Próspera, fiel à Palavra, equilibrada.

               Bíblica, lutadora, guerreira.

               Vencedora, corpo de Cristo.

 

Sonho com uma igreja…

Edificada na pedra angular.

Governada pelo Rei.

Ungida pelo sacerdote – Cristo.

 

Sonho com uma igreja…

               Profética, por anunciar o Profeta crucificado.

               Sacerdotal, por oferecer seu corpo como sacrifício vivo.

               Real, governada pelo Rei do reis e Senhor do senhores.

 

Sonho com uma igreja…

A igreja que eu sonho é essa…

               Essa é a minha.

               Essa sou eu

               Essa é você

 Uma igreja que começa em casa.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Carta Aberta e Agradecimentos

Compartilho aqui texto escrito em 13/11/2011 (Data de minha Ordenação Pastoral).

Rubem Pinheiro Duarte, 40 anos, casado para sempre com Rosemary Duarte e pai de Rafaela Duarte, residente em Recife-PE.

Nasci em um lar evangélico onde fui ensinado a amar a Deus e a Sua Palavra. Meus pais, pastor Natanael Soares e irmã Esther Malta, sem imposições e cobranças, me ensinaram o que é ser um verdadeiro filho de Deus e por meio de seus exemplos, aprendi a ler a Bíblia e confiar em Deus.

Meu pai foi e é um exemplo de homem sóbrio no estudo e pregação da Palavra, em quem me espelho, minha mãe com sua alegria constante ensinou a mim e meus irmãos desde pequenos o valor da oração e do jejum.

Aos 15 anos em um congresso de jovens, recebi de forma marcante a convicção de minha vocação, e a partir daí começa uma longa história, consciente, de promessas de Deus em minha vida e confirmações sobre meu chamado ministerial.

Ainda jovem quis afastar-me de Deus, mas Ele não me deixou ir longe, trouxe-me de volta, na Igreja Batista de Largo da Paz, no ano de 1991, confessei meu reencontro com o Pai Celestial, em 1994 Casei-me e em 2000 fui batizado nas águas. Em 2001 ingressei no Seminário para cursar o bacharelado em Teologia.

Em todo este tempo em nossa igreja, tenho convicção que Deus tem me preparado, permitido aprendizados importantes, como professor na EBD, como componente no Ministério de Louvor, como professor voluntário no Seminário de nossa igreja, como pregador da Palavra, como voluntário em ações sociais e trabalhos missionários em Recife e em outras localidade, em nossas congregações.   A glória somente seja dada a Deus!

Agradeço a Deus porque me amou e me chamou, mesmo eu não sendo merecedor, agradeço ao Pastor Jeconias que mais que um pastor, como um pai, tem deixado de lado minhas faltas e enxergado minha vocação, agradeço a liderança e irmãos da Igreja Batista de Largo da Paz, pelo cuidado, amor e orações nos momentos de conflito e dificuldades. Agradeço a meus pais que souberam cumprir a ordem do Senhor “Ensina o menino no caminho que deve andar, e quando crescer não desviará dele!”.

agradeço a minha esposa e filha, pelos vários momentos nos quais me dedicando a leitura e estudo, não estive tão perto quanto deveria.

“… todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8.28)

Amém.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Teologia de Missões – O Envio de Missionários

Pr. Rubem Duarte

Quando se fala de missões muitas questões são levantadas e das perguntas mais frequentes temos:

1)  Quem envia?

2)  Quem são os enviados?

3)  Qual é o canal do envio?

 

1)  Quem Envia?

Não precisamos de rodeios quanto a esta resposta. Deus é quem envia. Ele é o autor tanto da chamada quanto do envio.

Podemos destacar alguns exemplos bíblicos:

  1. Moisés quando foi enviado por Deus à Faraó (Ex 3.10).
  2. O profeta Jeremias enviado por Deus para conclamar o povo de Judá ao arrependimento (Jr 1.7).
  3. Jesus Cristo ordenando “Portanto ide e fazei discípulos de todos os povos (…)” (Mt 28.19).
  4. Jesus Cristo falando: “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós” (Jo 20.21).

Com base nesses textos e muitos outros podemos perceber Deus chamando e enviando homens e mulheres para realizarem os Seus planos.

Podemos concluir que:

1.1              O envio é um ato de soberania de Deus.

Muitos dos que foram enviados por Deus seriam rejeitados por nós e muitos dos que foram rejeitados por Deus seriam nossos escolhidos.

Deus não olha a pessoa pela aparência como fazemos – “para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (1 Sm 16.7).

 1.2              A chamada antecede o envio

Deus primeiramente chama para depois enviar.

Jesus afirma a Natanael “Antes que Filipe te chamasse, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira” (Jo 1.48).

O Apóstolo Paulo escrevendo aos gálatas afirma que desde o ventre de sua mãe , Deus o separou e o chamou pela Sua graça (Gl 1.15).

A escolha de Jeremias por Deus acontece de forma maravilhosa: “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei, às nações te dei por herança” (Jr 1.5).

1.3              Deus revela sua chamada no momento específico

  • Moisés com idade avançada (Ex 7.7).
  • Samuel ainda jovem (1 Sm 3.1-14).
  • Paulo em uma campanha de perseguição aos cristãos (At 9).

1.4              Deus envia com propósitos definidos

  • Abraão foi para uma terra desconhecida, com a responsabilidade de ser uma bênção e atingir todas as famílias da terra (Gn 12.1-3).
  • José não largou seu  ministério por ter sofrido, mas pela convicção de tudo estava no controle de Deus, perdoou seus irmãos e promoveu o bem estar de seu povo (Gn 45.5).
  • Paulo enviado especificamente aos gentios  – não judeus (At 22.21).
  • Os discípulos “enviados às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 10.6).

  1.5              O Enviado (JESUS) envia

  • Envia ao mesmo campo, o mundo (Jo 17.18).
  • Envia com o objetivo de glorificar o Pai (Jo 17.22).
  • Envia com o mesmo ministério: Pregar a Palavra de Deus (Jo 17.6, 14, 21).
  • Envia com os mesmos riscos que teve: ser odiado, perseguido (Jo 17.14; 15.20).
  • Envia com o mesmo padrão: Santidade. “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (Jo 17.17).
  • Envia com o mesmo relacionamento: Unidade. “Para que todos sejam um (…)” (Jo 17.21).

2)      Quem são os enviados?

2.1              Aqueles que são enviados sem serem chamados

  • Os falsos profetas que apresentam-se vestidos de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores.
  • Enviados que não se enquadram nos aspectos morais e espirituais exigidos na Palavra de Deus, embora muitas vezes estejam habilitados por formação acadêmica ou pela capacidade da oratória.

2.2              Aqueles que são chamados mas não são enviados

  • Crentes que sofrem por terem sido chamados por Deus e não atenderam ao chamado de Deus.

 2.3              Aqueles que são chamados e são enviados

  • Isaías “Eis-me aqui envia-me a mim” (Is 6.8).
  • Paulo “Não fui desobediente à visão celestial” (At 26.19).

3)      O Canal do envio

3.1              O papel da igreja

Sendo Deus que chama e envia, qual o papel da igreja?

Em Atos 13.1-4, o envio dos missionários Paulo e Barnabé, podem ser destacado com um importante papel da igreja de Cristo em fazer missões.

  • A igreja separa: Prepara o missionário.
  • A igreja ora: Consagrando o missionário.
  • A igreja despede: Providenciando os meios.
  • A igreja sustenta: Mantendo o missionário e sua família no campo,  amparando financeiramente para que possa realizar o trabalho ao qual foi comissionado por Deus. A igreja tem a responsabilidade perante Deus de não deixar que seus missionários passem necessidade.

Os missionários embora sendo enviados por Deus, são homens e mulheres que têm as mesmas necessidades que cada um de nós tem. Precisam alimentar-se, vestir-se, Ter assistência médica, pagar escola dos filhos, Ter onde morar, e muitas outras despesas que também temos.

Como temos ajudado no serviço missionário de nosso país, de nosso estado de nossa igreja?

Somos apenas espectadores que aguardamos para ver se dá certo?

É hora de despertarmos do sono – Jesus está voltando!

O que temos nas mãos para apresentar?

Lucas 12.42 “Qual é pois o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhe dar a tempo a ração? 43Bem-aventurado aquele servo a quem o senhor, quando vier achar fazendo assim. 44Em verdade vos digo que sobre todos os seus bens o porá (…) 48bE a qualquer que muito foi dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito lhe confiou muito mais se lhe pedirá.”.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Palavras

Rubem Duarte – Abr/2005

As palavras são caminhos que nos levam longe.

São manifestações da alma refletindo desejos que fervem dentro.

As palavras são propulsoras de um novo dia.

São o lubrificante da velha máquina que muda para produzir algo novamente.

As palavras são flechas que atiradas ferem, matam.

São dardos que traçam sangue em seu curso.

As palavras são conforto, ajuda que alenta.

São a cura endereçada à alma chorosa, reflete no corpo.

As palavras são a mola do mundo, construindo, engessando, criando, lutando, alegrando, criticando, levantando, motivando, ferindo, amando.

As palavras são caminhos que nos levam longe.

Nos fazem sonhar, querer, lutar, buscar, chegar, levam longe.

Mas onde é o longe?

Não é onde vamos e demoramos a chegar.

Não é um lugar distante que não conseguimos ver.

É um pontinho microscópico, lá dentro de nossas mentes.

Pontinho que guarda lembranças.

Lembranças de momentos que fogem.

Momentos que jamais poderão ser alcançados outra vez.

As palavras nos levam longe, nos trazem, nos deixam onde sempre estivemos e jamais saímos.

Nessa viagem ao longe marcam, ferem, ferimento profundo, esculpindo lembranças como que em aço, deixando pontinhos que jamais serão hoje de novo.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

O significado da Páscoa para nós hoje

A Páscoa Bíblica

A palavra páscoa designa a festa dos judeus, que no hebraico é chamada pasach que significa “saltar por cima”, “passar por sobre”. Esse nome surgiu em face da tradição de que o anjo da morte, ou o anjo destruidor, “passou por sobre” as casas assinaladas com o sangue do cordeiro pascal, quando ele matou os primogênitos dos egípcios (Ex. 12.21-30).

Chamou pois Moisés a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa.

Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã.

Porque o SENHOR passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras, o SENHOR passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir.

Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre.

E acontecerá que, quando entrardes na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, guardareis este culto.

E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este?

Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou.

E foram os filhos de Israel, e fizeram isso como o SENHOR ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.

E aconteceu, à meia noite, que o SENHOR feriu a todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se sentava em seu trono, até ao primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais.

E Faraó levantou-se de noite, ele e todos os seus servos, e todos os egípcios; e havia grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto.

A história dos hebreus no Egito é uma das muitas várias vezes contadas desde que éramos crianças.

Desde a transição do período de liberdade na época de José, passando assim depois o povo hebreu para uma condição de escravidão. O livro do Êxodo narra o período do ápice desse conflito e sofrimento e demonstra o juízo de Deus sobre os deuses do paganismo egípcio (Êxodo 12:12 – E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR).

A sequência da história são as pragas enviadas por Deus e a incapacidade de Faraó e de sua gente em neutralizar essas pragas.

O ponto culminante da ação divina é a morte dos primogênitos (homens e animais!).

A Páscoa no contexto da servidão egípcia é justamente o episódio no qual o anjo da morte passa por sobre as casas e fere de modo letal todos os primogênitos dos homens, das ovelhas, dos bois.

Todavia as famílias que cumpriram as instruções de Deus, antes da execução da última praga, em seguir um ritual, no qual um cordeiro ou cabrito de um ano e meio e sem defeito deveria ser selecionado, no décimo dia do mês de Abibe (primavera). Abibe significa espigas verdes de trigo, ou frutas frescas, de acordo com a tradução de Jerônimo.

O animal deveria ser morto no décimo quarto dia, quando caía a tardinha, e seu sangue deveria ser aplicado às vergas e umbrais da porta de entrada de cada casa. Depois disso os hebreus deveriam comer a refeição de páscoa (Carne assada, pão sem fermento e ervas amargosas).

A dupla significação da Páscoa

  1. A Redenção – Como uma questão histórica envolve muitas implicações e símbolos morais e religiosos, representa a libertação dos judeus da servidão no Egito.
  2. A Festa da Natureza – A páscoa incluía uma festa agrícola que envolvia as primícias (Lv 23.10).

O significado da Páscoa para nós hoje

João 1.14

“E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”.

Lucas 22:14-20

E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos.

E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça;

Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus.

E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós;

Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus.

E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.

Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.

Qual a importância da Páscoa para nós crentes, para o mundo moderno e para todas as culturas e povos do mundo.

Quando se fala de Páscoa, normalmente destaca-se o sofrimento, morte de Jesus e sua ressurreição, ou seja a Paixão de Cristo.

Para trazermos até hoje a importância da Páscoa é necessário entendermos o significado de alguns símbolos que são mostrados no nas Escrituras, passando pelo tempo de Jesus e chegando a nós hoje.

A redenção representada na páscoa é ainda anterior aos episódios do Egito com o povo hebreu.

A redenção que comemoramos na páscoa é revelada desde o início de todas as coisas, como encontramos no livro de Gênesis a partir da queda do homem quando Deus provê vestimenta para Adão e Eva, que perceberam estar nus, após a desobediência.

A pele do animal que Deus utilizou, serviu para cobrir a nudez da humanidade, a vergonha, o arumin (estar revestido da serpente! hebraico).

A morte daquele animal, o derramamento de sangue já é apresentado como condição necessária para “cobrir” o pecado do homem.

Embora o homem houvesse pecado, o propósito de Deus em tê-lo criado não foi frustrado. A promessa estava de pé: “ da semente da mulher viria um que esmagaria a cabeça da serpente”.

O tempo segue com homens e mulheres que foram destaque na Bíblia como tementes a Deus e embora outros afastados dos preceitos do Senhor.

Abel agradando a Deus com sua oferta e sendo assassinado pela inveja de Caim.

A corrupção do gênero humano cresce e vem o Dilúvio – Noé e sua família são agraciados por Deus e são poupados da morte.

A natureza pecaminosa do homem sempre o impulsiona ao mal, sempre o empurra a transgredir a ordem de Deus. Surge então a cidade Babel, quando os moradores decidem construir uma cidade que os faça conhecidos e por meio de uma torre, obra de suas mãos, querem chegar aos céus. O intento daqueles homens não prosseguiu. E Deus faz com que sejam dispersos pela terra.

A aliança de Deus com a humanidade mais uma vez é confirmada ao chamar Abraão e prometer por meio dele abençoar as demais nações.

A benção para as nações não aconteceu por meio de Abraão, nem de Isaque, nem de Jacó. Também não aconteceu por meio de José ou Moisés.

Não aconteceu porque a promessa referia-se ao único homem capaz de esmagar a cabeça da serpente, como foi prometido em Gênesis, o único capaz de ser a descendência que iria abençoar todas as nações da terra. O único capaz de vencer a morte: Jesus Cristo!

Deus no meio dos homens, vivendo como homem, mas manifestando a graça que só Deus tem.

Por isso João escreveu (João 1.14): “E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”.

O testemunho de João combate toda incerteza e heresia da época que afirmava que Jesus Cristo não era Deus. Defende que a mesma glória que encontra-se em Deus está em Jesus Cristo.

João ainda destaca a graça de Deus que está em Cristo.

A graça que é o favor imerecido, é a manifestação do amor de Deus pela humanidade pecadora, afastada de seu propósito, distante dele pelo pecado, mas que tem agora o caminho de volta à Deus em Cristo Jesus.

 E como complemento à palavra dita por João, o Apóstolo Paulo fala à
Tito (Tito 2.11) “Porque a graça de Deus se há revelado, trazendo salvação a todos os homens”.

Quando falamos da Páscoa não podemos deixar de falar que fomos alcançados pela graça de Deus manifestada em Cristo, em seu sacrifício, morte e ressurreição. O sofrimento na Rude Cruz, como fala o hino, foi a garantia e o poder de resgate de nossas vidas, nos justificando perante Deus como santos.

Podemos afirmar com convicção que a Páscoa é o grande milagre que nos possibilita retornar à Deus, voltar ao Pai, com arrependimento dos pecados cometidos. É voltar a casa do Pai, como fez o filho pródigo e foi recebido com festa. Estava perdido e foi encontrado, estava morto e reviveu. Sujo, foi limpo e vestido com roupas novas.

A Páscoa para nós é verdadeira, não é apenas uma celebração social que fazemos todos os anos.

A Páscoa para nós é verdadeira porque mostra o resultado em nossas próprias vidas resgatadas da perdição, resgatada da morte eterna.

 A Páscoa representa para nós hoje o perdão de nossos pecados, nossa aceitação perante Deus como justos. Somos declarados justos, cumprindo assim a exigência da Lei que nos condenava à morte.

A Páscoa, morte e ressurreição de Cristo Jesus, também é nossa morte e ressurreição.

Escrevendo aos Efésios 2.1 Paulo afirma: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”, continua no V.4 – 7 “mas Deus rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo – Pela graça sois salvos, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus”.

Falar da Páscoa é falar de nossa ressurreição em Cristo, é falar do amor de Deus por todos nós.

Comemorar a Páscoa é agradecer à Deus pelo imenso amor que nos amou, porque jamais existiu maior amor que este: Dar a vida de seu próprio filho por amor de muitos. Comemorar a Páscoa é agradecer a Deus por nos ter declarado justos através do sacrifício de Cristo.

A justiça de Deus que deveria ser cumprida em nós com a nossa morte eterna, foi cumprida em Cristo Jesus, que recebeu nossos pecados, as nossas dores, o castigo que era para mim e você, foi sobre ele colocado. Isso sim é comemorar a Páscoa.

Páscoa é a misericórdia de Deus justificando milhares de pecadores, inclusive eu e você, para que fosse cumprida a promessa em Isaías:

(Is 53.10)

“Todavia ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu servo, o justo, com seu conhecimento, justificará a muitos, porque a iniqüidade deles levará sobre si”.

Nossas iniquidades foram levadas em Cristo na Páscoa, em sua morte e ressurreição.

Fomos feitos herdeiros através de Cristo, que não conheceu pecado, porém foi feito pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21).

Em face do sacrifício pascal, punida foi a nossa culpa e paga a nossa dívida impagável por nossos próprios méritos, ou por quaisquer obras que fizéssemos.

No livro de Salmos (Sl 49.7) é relatado o tamanho dessa dívida: “Ao irmão verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate pois a redenção da alma deles é caríssima e cessará a tentativa para sempre”.

Jesus Cristo foi e é o único capaz de nos declarar justos e perdoar os pecados.

Não importa o que fizemos no passado, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados.

 Páscoa é isso! O resgate de homens e mulheres pecadores da morte para a vida.

O lugar do resgate foi a cruz: O lugar da reconciliação. Ali o homem foi em direção à Deus e Deus veio a seu encontro. A cruz foi o ponto de contato entre a terra e o céu, entre o pecador arrependido e Deus. Somente ali seria possível a nossa reconciliação, pois o preço do resgate foi o próprio sangue de Jesus que foi derramado, Cristo o nosso substituto derramando seu sangue precioso e tendo seu corpo partido em nosso lugar, nos garantiu a vitória – Somos mais que vencedores!

Em Hebreus (Hb 9.22) diz que “sem derramamento de sangue não remissão”, o sangue de Jesus derramado foi o valor legal exigido para que a Lei fosse cumprida.

No Antigo Testamento, uma vez por ano, o Sumo Sacerdote entrava no lugar chamado Santos dos Santos para oferecer sacrifício pelo seu pecado e pelo pecado do povo. Era o sacrifício de um animal sem mácula e sem defeito.

1º) Sacrificava a vítima no altar dos holocaustos;

2º) pegava uma porção do sangue do animal ainda quente e adentrava ao santuário;

3º) Com a ponta do seu dedo, reverentemente, fazia aspersão sobre o propiciatório (sete vezes).

O propiciatório era uma lâmina de ouro puro, colocada sobre a coberta da arca do Concerto, que tinha nas extremidades dois querubins em ouro, com as asas abertas em postura de guarda e vigilância.

Dentro da arca, havia uma urna de ouro contendo o maná (dado no deserto), a vara de Arão que havia florescido e as tábuas do concerto.

Essa cerimônia de sacrifício representava a substituição do povo pecador pelo animal inocente, que fora morto no lugar do povo. Esse animal puro e inocente, sem mácula representava Cristo, numa demonstração do sacrifício eterno que viria no futuro e seria suficiente para apagar todos os pegados da humanidade.

 

“Quando, porém, veio Cristo como Sumo Sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, que dizer, desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido uma eterna redenção (Hb 9.11,12).

É por esse motivo que o Apóstolo João escreveu em 1 Jo 2.2 “Ele é a propiciação pelos nossos pecado, e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”

A páscoa é o sacrifício único do Cordeiro de Deus para a salvação de todo aquele que nele crê.

É a garantia de sermos recebidos por Deus e sermos declarados justos, sem pecados.

Páscoa significa vida para todos nós.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Apocalipse – Uma mensagem atualizada

assistam o vídeo em:

http://www.youtube.com/watch?v=pnJV9rKlDe0

 

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Ora Vem Senhor Jesus

Apocalipse 22:16-21

Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.

E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.

Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;

E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.

Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.

__________________________________________________________________

O livro de Apocalipse é um livro de muitas figuras e símbolos, que na maioria das vezes assusta em sua leitura.

Embora o livro trate de eventos futuros, escatológicos, eu entendo que o propósito de João, o apóstolo, a quem é atribuída a autoria do livro, estava bem mais próximo, em termos de tempo, pois escreve a seus próximos, a pessoas que como ele estavam sofrendo perseguição, estavam presas e martirizadas, sobretudo para os crentes da Asia Menor.

A interpretação e compreensão de um texto com mais de dois mil anos, visto que os eventos narrados o posiciona antes da destruição de Jerusalém em setembro de 70 dC, deve ser feita de modo fiel ao contexto, devendo-se levar em conta os fatores históricos da época, os problemas religiosos enfrentados e o padrão de religiosidade que se tinha no primeiro século.

Estarei cometendo um grave erro se buscar espiritualizar toda a narrativa de Apocalipse, fazendo com que o livro se torne uma receita: cada palavra com um significado fixo, cada símbolo como uma expressão escatológica.

A sábia afirmação do Apóstolo Paulo aos Efésios (Capítulo 3.9-12), nos traz esclarecimento de como deve ser encarada a interpretação e compreensão dos textos sagrados: “… demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo; Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor, No qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele”.

A compreensão desses mistérios única e exclusivamente ocorre por meio de nossa fé em Jesus.

Sendo assim a Escrituras não tem o propósito de provar a existência de Deus, não tem o propósito de convencer a ninguém que Deus existe, não tem o propósito de fazer eu e você crermos que um dia Jesus Cristo voltará e levará com Ele uma porção de pessoas escolhidas, chamadas e separadas por Deus.

Sendo assim gosto muito da afirmação do teólogo Karl Barth (século XX) que diz; “crer não significa simplesmente um esforço do desejo humano em direção a Deus, mas um esforço do desejo humano para dentro de Deus e, portanto, uma participação (apesar de que de uma maneira limitada por ser criatura) no modo de ser de Deus”.

O livro de Apocalipse poderei dizer sintetiza, ou melhor, concentra parte dessa busca do entendimento humano na direção do modo de ser de Deus. Deus se revela, o homem escreve, outros homens e mulheres leem e buscam a interpretação de modo que esse contato do divino com o humano, possa resultar na compreensão da fé, ou de uma fé em busca de compreensão (Karl Barth)!

Observando as palavras do livro Apocalipse temos, pela fé, a certeza de um Deus que tem o controle de todas as coisas, e o entendimento do texto precisa ser construído como um todo, não poderemos utilizar de parte do texto desse livro e fazer interpretações isoladas, pois fatalmente cometeremos erro!

A afirmação marcante nesse livro é que Jesus Cristo enfatiza sua promessa de volta para breve.

A espera da volta de Jesus não é um fato apenas nos textos de João em Apocalipse, podemos perceber, desde a morte e ressurreição de Jesus, o sentimento de um retorno iminente, que não aconteceu.

No evangelho de Lucas no último versículo, após a ressurreição, o texto narra:

“E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém” – Lucas 24:53

Os discípulos permanecem no templo, louvando de manhã, de tarde e de noite… todo o tempo, vendem seus pertences, suas casas, seus bens, dividem com os pobres, afinal Jesus voltaria em breve e não precisariam mais de coisas terrenas, mas Jesus não voltou.

E me parece que surge dai um grande problema, o dia seguinte!

Jesus não retorna, os bens foram perdidos, a perseguição começa!

Morte , martírio e sofrimento é a sequência dessa história.

João ao escrever Apocalipse está no centro, algumas décadas depois, de um tempo de sofrimento para os cristãos e essas pessoas que agora estão perdendo suas vidas necessitam de uma palavra de conforto, de uma palavra de resgate de sua esperança, precisam ser lembradas de que o objetivo delas não está aqui nesta vida, de que as promessas mais elevadas apontam para um lugar onde não há sofrimentos, onde as agressões ao corpo não terão mais significado.

O Apóstolo João traz a lembrança do povo que a promessa de Jesus Cristo está de pé, Ele voltará em breve.

O Apóstolo informa que o próprio Jesus enviou seu anjo para testificar às igrejas que Ele é a raiz de Davi, que Ele não perdeu, Ele está vivo!

Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.

Apocalipse 22:14

O direito a comer da árvore da vida que foi impedido à Adão e a Eva, agora é garantido ao que vencer.

O afastamento de Deus provocado pela queda no Éden, a vergonha declarada pelo conhecimento da nudez do homem e da mulher, quando pecaram no Éden, a transgressão ao mandamento de Deus, que gerou a morte, é testificada pelo Apóstolo João como falida, pois é dito que: “… ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão” – Apocalipse 22:3.

Onde está ó morte o teu aguilhão?

O força da morte não será suficiente para apagar a esperança da volta de Jesus Cristo!

O Espírito e a esposa dizem: Vem.

O espírito clama pela volta do Messias, a igreja clama pela volta do Messias, e o Messias diz: “… Certamente cedo venho” e a igreja diz: “… Amém. Ora vem, Senhor Jesus”.

Conf. Apocalipse 22:20

Esse vem não é um convite da igreja aos que não creram, é a igreja e o Espírito Santo gemendo ao Senhor Jesus, Vem, vem, vem…

Esse vem é o grito dos escolhidos por Deus, os que lavaram suas vestes e as branquearam no sangue do cordeiro.

Também há a chamada para os sedentos: “E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida”.

Quem tem sede venha, e tome de graça da água da vida.

Você não precisa vender seus bens e doar, para poder beber da água da vida;

Você não precisa pagar penitências para poder beber da água da vida;

Você não precisa de indulgências para beber da água da vida;

Você não precisa de descarrego para beber da água da vida;

Você não precisa dar oferta e dízimos para poder beber da água da vida;

As ofertas e dízimos tem outro propósito, que não tratarei nesta mensagem, o beber da água da vida é muito maior do que uma simples barganha com Deus, em dar para que me seja dado.

Ansiar por Deus está muito mais além do que o simples desejo de angariar benefícios para o meu prazer, para o meu sustento, fazer de minha vida e minha adoração uma moeda de troca com Deus.

Deus não é o homem que se vende! Com Deus não há barganhas!

“Quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida”.

Beba de graça!

Essa é a proposta de Jesus Cristo!

Em nossa geração de injustiça, Jesus tem uma proposta para você: beber da água!

Numa geração de violência, Ele chama: beba da água!

Numa geração onde o homossexualismo é vendido como uma opção pessoal e que não é pecado, Ele chama: beba da água!

“Quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida”.

O Apóstolo ainda exorta que as palavras da profecia desse livro não poderão se acrescentadas nem retiradas.

Acrescentar ou retirar palavras tem o sentido de distorcer a verdade. Transformar a verdade de Deus em mentira, iludindo as pessoas, transformando o evangelho de Cristo em uma ferramenta de benefício pessoal.

Utilizando-se de discursos filosóficos, de métodos de manobra psicológica e chamando isso de evangelho. Mentira! Que tem levado a muitos à perdição.

“Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro e tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro” esta é a condenação dos que distorcem as Escrituras.

Em meio a toda turbulência desse mundo sem Deus a promessa continua válida, a promessa continua de pé, a promessa não perdeu a validade:

“Certamente cedo venho”.

“Certamente cedo venho”.

E que possamos dizer: Amém. Ora vem, Senhor Jesus.

Muitos não respondem amém a essa promessa porque tem medo, não tem certeza da comunhão com Deus, não creem que a salvação é somente na fé em Cristo Jesus, como salvador e Senhor.

Que possamos dizer: Amém. Ora vem, Senhor Jesus, diariamente em nossa vida;

Que possamos dizer: Amém. Ora vem, Senhor Jesus, quando estivermos fazendo negócio, quando estivermos na sala de aula, quando lembrarmos de um amigo que magoamos;

Que possamos dizer: Ora vem, Senhor Jesus, com nossa motivação trabalhando para o Reino de Deus.

Que possamos dizer: Ora vem, Senhor Jesus, quando estivermos sozinhos em frente ao nosso computador, navegando nos sites da internet.

Que em nosso dia-a-dia não tenhamos medo de dizer amém! Ora vem, Senhor Jesus!

Pr. Rubem Duarte

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Salvação: Plano A ou Plano B?

Qual o seu caso?

Não podemos perder de vista a suficiência de Cristo no cristianismo. Ele centraliza em si todas as aspirações do homem e atende a todos os ideais do cristianismo. Surge em nosso meio uma tendência perigosa de se querer criar um cristianismo sem Cristo, embora saibamos que Jesus já tivesse advertido seus discípulos ao dizer: sem mim nada podeis fazer.  Hoje se pensa em tudo, prega-se tudo, menos sobre Cristo.

Nos púlpitos trata-se de assuntos momentosos, empolgantes, ressaltam-se figuras carismáticas do Antigo Testamento com seus rasgos de bravura e exaltam-nos pelos seus grandes feitos. De cada dez mensagens pregadas em rádio ou TV, sete se referem ao Velho Testamento. Até parece que o Novo Testamento esgotou-se e não tem mais nada a dar, ou que os temas da graça, do Reino dos céus e da pessoa de Cristo já não mais empolgam ninguém e tornaram-se lugar comum.

Contrastando com o cristianismo apostólico que se empolgava com os ensinos de Cristo e os temas do Reino, temo que ao fim desse século cheguemos com o cristianismo tão secularizado e racionalista que não passe de um mero humanismo. Como se ensinasse um procedimento que nos traria inspiração bastante para executarmos os projetos desta vida, o apóstolo Paulo concitava os crentes a elevarem seus pensamentos para a grandeza do Reino dos céus e suas propostas: Se já ressuscitastes com Cristo pensai nas coisas que são de cima onde Cristo está assentado à direita de Deus (Cl 3.1).

Jesus enfatizou a necessidade de estarmos verdadeiramente ligados à sua pessoa a fim de produzirmos frutos quando revelou aos seus discípulos: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor… quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto. Se considerarmos com afinco tal declaração, entenderemos que Jesus declarou ser Ele a única videira verdadeira a qual o Pai trata com dedicação.

Quando Ele afirma EU SOU a videira verdadeira, está nos advertindo que só existe uma videira (árvore que dá vida) e que as demais estão excluídas e não são verdadeiras, que não existe outra, isto é, só existe um plano de salvação pelo seu sangue e só existe um caule que comunica a seiva divina aos que nele estiverem ligados (o Espírito Santo).

Pode haver videiras poderosas, mas que não receberam do Pai o tratamento tão dedicado e completo como o dispensado a Jesus. Por isso, Ele é unigênito de Deus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (Jo 17. 3). Quando Jesus escolheu a figura da videira para expressar sua visão e missão nos abriu uma perspectiva para visualizamos outras figuras que podem estar relacionadas à videira sem contudo estarem ligadas à ela.

Pessoas que foram atraídas por sua sombra benfazeja (que gostam do ambiente evangélico e de sua paz, frequentam o ambiente religioso mas não estão ligados a ela). Outros atraídos por seus frutos, dos quais se alimentam (curas, soluções de problemas, milagres, sinais) mas que também não estão ligados ao caule. Ainda há outros que se aproximam bastante da videira atraídos por sua beleza, seu verdor, sua viçosidade, profundamente embebecidos por sua mensagem (homens cultos, literatos, religiosos, humanistas que não se cansam de elogiar o Mestre e seus sermões, mas que não têm nenhum compromisso com Ele).

Lembramos, que esta videira, como nos diz a Escritura, será transplantada para o “paraíso de Deus” e, então, irão com ela os que estiverem verdadeiramente ligados ao seu tronco e receberam a seiva. Estes estarão para sempre com o Senhor por participarem desta interação espiritual. (Jesus disse: Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós… Todos os demais ficarão.

Houve um momento em que a Igreja Católica Romana dogmatizou que “fora” da igreja não há salvação. Essa postura foi nomeada como exclusivista. Porém, mediante a reação de outros grupos cristãos e a realidade dos fatos, Roma adotou uma posição mais aberta: pode haver salvação, desde que o fim dos outros sistemas religiosos cristãos (mas não católicos) incluísse Jesus. Esta posição foi conhecida como inclusivista, mas as coisas não param por aí. Nesta conjuntura de pós-modernidade, filósofos e teólogos liberais discordam dessas duas posições e garantem que ninguém pode ter acesso ou conhecimento pleno da salvação antes que chegue à última curva da estrada, para só então ter uma visão sotereológica completa.

Tudo isso para nós, cristãos evangélicos, não tem muitas implicações, pois preferimos nos manter dentro das características que Cristo apresentou em sua oração sacerdotal, ao apresentar os seus discípulos ao Pai: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste” (Jo 17. 3, 8).

Não existe um plano B como muitos têm pregado. O plano A seria para aqueles que crêem em Jesus e que o aceitam como seu Salvador e Filho único de Deus, e um plano B para aqueles que, embora não sejam cristãos nem aceitem a Cristo, tenham todavia uma conduta íntegra, sejam tementes a Deus, apresentem-se cheio de misericórdia e de boas obras. Há pouco tempo, em um seminário evangélico, um palestrante esposou tal idéia. Se assim fosse, como explicar o caso de Cornélio? Homem justo, temente a Deus que fazia muitas orações, muitas esmolas e jejuava, mas não estava ligado à videira (Atos 10).

Pelo que consta, Deus não dispõe de um plano B para tais pessoas boazinhas ou para atender qualquer outra raça que, por quaisquer motivos, não quiseram ou não puderam aceitar a suficiência de Jesus como o Salvador e Filho unigênito de Deus. Ele mesmo nos declarou taxativamente no capitulo 3 de João, dizendo: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.”

Qual, pois, o seu conceito de Cristo e do cristianismo?

Pr. Rosivaldo de Araújo   

Pastor, escritor e autor do Hino Obra Santa. Salvador/BA
contato@obrasanta.com.br

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Por que vivemos tão ansiosos?

Já disseram vários psicólogos e psiquiatras que a ansiedade é o mal do século 21.

Como eu sou um jovem homem que nasceu no século 20 e vivo ainda no século 21, poderei falar com propriedade, pelo menos da mudança dos séculos!

O mal do século 21?? Será?? Acredito que essa história é de mais tempos atrás, porque Jesus já alertara a seus discípulos sobre a ansiedade e seu discípulo registrou em Lucas 12.22 “Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, nem quanto ao corpo, pelo que haveis de vestir”.

Como então estão dizendo que é o mal do século 21?

Acho que foi o mal do século um, dois, três, quatro, e mais e mais e mais.

Hoje estou inspirado, que bom! Porque já publiquei dois textos em meu blog e agora quase meia noite de 23 de janeiro de 2012, ainda estou aqui a escrever sobre ansiedade!

Não vou escrever como especialista, porque certamente não o sou!

Mas como um homem que por algumas vezes esteve ansioso e, porque não dizer, na beira do desespero!

Acreditamos que controlamos nossas vidas, que temos o comando de nossos destinos em nossas mãos, que escolhemos o curso correto, que escolhemos o emprego certo, que até decidimos com quem namorar, casar ou não! … aí está o erro. Não temos o controle. E quando estamos certos de que tudo está completamente bem, Buuummmm… algo explode, uma catástrofe, uma palavra, um pensamento, um olhar diferente, uma “cara feia”, uma reprovação na faculdade, um desemprego, e tudo muda, o corpo treme, a voz falta, as palavras somem, a fé… oh! A fé, parece que acaba. Mas que fé pequena a minha!

Está instalada essa tal ansiedade.

Alguns suam frio, suam as mãos, o coração dispara, a pupila dilata, a pele arrepia.

Essa tal de ansiedade é fogo! Nos faz querer resolver,  em um estalar de dedos, todos os problemas que não conseguimos resolver em anos de nossas vidas, assim… em um segundo.

Mas essa ansiedade é fogo!

Não sei com vocês, mas comigo essa senhora ansiedade tem um amigo que é fogo também: O medo.

Esse casal anda junto, pertinho, não se largam por nada, o sentimento que um não consegue desvendar o outro trata de conseguir.

Mas que dupla, viu?!

O medo é real, palpável, dispara o coração, amarga a boca, faz tremer a carne.

O medo traz a luz os reflexos mais íntimos, faz brotar sensações inimagináveis.

A ansiedade e o medo.

Pense numa combinação desastrosa!

Mas é fato que quando ficamos ansiosos, perdemos a noção do que acontece em nossa volta, parece até que ficamos embriagados, sem reflexos, sem reagir aos comandos do cérebro.

Sabemos que temos que fazer alguma coisa, mas o que? Sei lá, qualquer coisa… fugir???

Ah! Se fugir resolvesse.

Não estejais ansiosos… quem disse mesmo isso?

Esquecemos que vive em nós o pneuma, o ruash, sopro, o Espírito.

E o Espírito fala ““Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, nem quanto ao corpo, pelo que haveis de vestir”.

A ansiedade desmantela nossa capacidade de reação, de luta, de encontrar saídas, mas temos sim, um que reage por nós, luta nossas lutas e nos conduz ao caminho de paz. O caminho no qual encontramos descanso para as nossas almas.

Firme é esta Palavra e que “temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações” (2 Pedro 1:19).

Uma luz irá raiar e afugentar toda a ansiedade, a luz que dissipa a escuridão, o medo, as incertezas.

E estando nessa luz, O Cristo, que é a luz do mundo, ninguém vive em trevas. Nem em ansiedade, nem refém do medo.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

A minha alma anseia por ti

“Como suspira a corsa pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma.

A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?

Salmos 42:1-2

Aqui vemos a figura de um animal selvagem fugindo para salvar sua vida de caçadores e seus cães, e em sua sede extrema, encontra alguma água muito necessária a sua sobrevivência.

1.      O que significa ansiar?

Ter sede é Ansiar!

A palavra ansiar não tem o mesmo sentido de ansiedade, de estar preocupado, apreensivo. Ansiedade é o estado emocional que normalmente vem acompanhado de alterações na respiração, alterações cardíacas, normalmente quando se prevê uma situação desagradável, real ou não.

A palavra de Deus nos ensina a não andarmos ansiosos, a não ter ansiedade.

 

Ansiar não tem nada a ver com ansiedade.

Ansiar significa desejar ardentemente, ter muita vontade de possuir algo, estar muito certo do que se deseja, ansiar é querer, é estar procurando algo muito importante.

Eu lanço uma pergunta para todos:

O QUE TEMOS ANSIADO EM NOSSAS VIDAS?

Qual tem sido a prioridade que temos colocado para nós?

O que está em primeiro lugar na nossa existência?

Perguntas desse tipo podem incomodar, mas são necessárias que sejam feitas!

2.      A Minha Alma

O salmista nos fala dele mesmo, mostrando seus desejos, seus anseios, sua vontade. Estabelece o sujeito da oração, Ele diz “A MINHA ALMA”. A alma humana. Ele mostra que nossa ALMA nos impulsiona aos desejos, aos sonhos.

A humanidade toda, está sempre buscando algo novo, buscando melhor colocação profissional, buscando um melhor relacionamento, buscando impor seus pensamentos… buscando vencer na vida!

Por outro lado essa geração é marcada por realidade que são empurradas para os lares, a realidade das guerras, da violência, das drogas, do sexo fácil, da pornografia, através da televisão, dos jornais, da internet. É o resultado da tecnologia, da modernidade!

Muitos crentes esquecem que precisam ser como o Rei Davi, que afirmar: Deus tu és o meu Deus forte.

Reconhecer o poder de Deus em todas as circunstâncias é o resultado da operação do Espírito Santo nos dando fé.

A fé que o salmista tinha no poder e na Graça de Deus o levou a buscá-lo a ansiar pela presença de Deus, a ter uma vida de relacionamento diário com Deus.

Ele tinha uma alma sedenta por Deus, que nunca lhe permitia desistir ou cansar-se.

“Como suspiram as corsas pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma” Salmo 42.1

Como (nós crentes) temos nos posicionado frente a essa realidade do mundo?

Temos sido firmes em combater as mentiras que o mundo tem nos forçado aceitar?

Estamos motivados a dizer que esse mundo precisa mudar e que temos a solução?

São muitas perguntas!

3.      A Minha Alma Anseia

            A sede que havia no salmista não era uma sede natural, não era uma sede física, era algo sobrenatural.

No coração do salmista, ele diz que “A MINHA ALMA ANSEIA”, ele declara querer muito uma coisa, declara estar firme em conquistar, desejoso em possuir.

ANSIAR É QUERER ARDENTEMENTE!

Qual era o desejo do salmista?

Os estudiosos da Bíblia afirmam que quando Saul morreu e Absalão quis assumir o trono, Davi em uma condição de defesa por causa da rebelião de Absalão. Davi estava fugindo no deserto de Judá para não ser morto por seus inimigos.

Em muitas situações que nos encontramos, muitos problemas nos cercam, sejam eles emocionais, financeiros, perseguições no trabalho, na família e colocamos nosso desejo em um relacionamento melhor, em um emprego melhor que nos traria mais dinheiro, ou até para fugir da perseguição da família desejamos ter nosso próprio lugar, sair de casa.

PRECISAMOS REFLETIR SE ESTAMOS COLOCANDO NOSSO DESEJO, NOSSO ANSEIO, NA DIREÇÃO CORRETA.

Nossa vida deve estar voltada para Deus, Ele tem as respostas que precisamos, Ele tem a solução para nossos problemas.

Nosso anseio precisa estar em conhecer mais ao Senhor em querer ter mais intimidade com Ele. Assim fazia o salmista que ansiava por Deus!

4.      A Minha Alma Anseia por Deus

Aqui é resumida a vontade do escritor do Salmo, todo seu desejo no Senhor.

É NELE que está nossa vida, devemos estar sempre esperando NELE.

A MINHA ALMA ANSEIA POR TI

Dizer: DEUS A MINHA ALMA ANSEIA POR TI, é antes de tudo uma responsabilidade, porque ansiar por Deus é reconhecer sua soberania, ansiar por Deus é querer estar com ELE, ansiar por Deus é DESEJAR ARDENTEMENTE estar ao seu lado, é desejar ter intimidade com o Senhor.

TER INTIMIDADE COM DEUS. O que isso representa? O que é preciso?

5.      Ter intimidade com Deus

Ansiar por Deus, ter intimidade com ELE, exige SANTIDADE.

A santidade foi um dos mandamentos que Deus nos deixou, porque ELE é santo.

O Apóstolo Pedro escrevendo aos crentes da Ásia Menor (1 Pe 1 14,15) ensina que devemos abandonar toda a prática que tínhamos antes de conhecer a Cristo porque Cristo que nos chamou é SANTO. “Sede santos porque, EU sou santo”!

Todos os mandamentos de Deus para o povo exigem santidade. A Lei de Moisés no Antigo Testamento exigia santidade do povo, A Nova Aliança (Novo Testamento) exige santidade.

Quando dizemos A MINHA ALMA ANSEIA POR TI, devemos também em nosso coração, estarmos prontos a dizer: SENHOR, QUERO ME SANTIFICAR MAIS E MAIS PARA QUE EU POSSA VER A TUA GLÓRIA.

Deus busca adoradores que desejem andar com ELE, que anseiem por ELE.

Ansiar por Deus é ser um verdadeiro adorador.

Jesus falando a mulher samaritana ensina que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade (Lc 4.23).

Adorar a Deus em espírito e em verdade! Esses que assim o adoram são os verdadeiros adoradores. Os que verdadeiramente anseiam por Deus. Os que estão dispostos a levar ao mundo perdido e violento a mensagem de salvação que só existe por meio de Jesus Cristo, em sua morte e ressurreição.

Ansiar por Deus é amá-lo. Quem ama a Deus tem sede DELE e está sempre disposto a falar o quanto ELE é bom.

Ansiar por Deus é estar disposto a entregar sua própria vida por ELE.

No Salmo 63 Davi declara que Deus é um Deus forte, declara que tem sede de Deus, porque ele sabe que a sede é um apetite insistente que não acaba até que tomemos, bebamos água. A sede é um aviso, um sinal, de que algo não está completo, a sede nos informa que nosso corpo precisa de água, sem a qual não poderemos sobreviver.

Em um sentido real em nossa vida espiritual não poderemos viver sem estar continuamente bebendo da água que é Cristo, bebendo da graça de Deus que nos dá vida.

Jesus certa vez afirmou (Mt 5.6) “Bem-aventurados os que tem sede e fome de justiça, porque serão fartos”

Davi afirma sua convicção e fé em Deus, quando diz no Salmo 63.3 “ Porque a Tua graça é melhor do que a vida”, a graça de Deus agindo em nós é melhor que a própria vida.

Depender da graça de Deus é a declaração que tudo que precisamos vem DELE e é por ELE e para ELE.

O ansiar por Deus é a consumação, e a demonstração, de um coração tocado pelo Espírito de Deus, um coração movido pelo chamado do Pai, pela escolha que somente Ele faz.

Ansiar por Deus é declarar que nada nesta terra satisfaz minhas necessidades se eu não estiver vivendo essa comunhão, participando de um relacionamento íntimo com Deus, um relacionamento profundo, de entendimento, de compreensão e de fé na graça de Deus.

Davi entendeu a abrangência da graça de Deus “Porque a Tua graça é melhor do que a vida”,

Muito semelhante ao apóstolo Paulo que afirma: “A tua graça me basta”

O Salmo 42 mostra o ardente desejo do salmista em experimentar a presença de Deus e assim ter uma comunhão completa, que lhe traga crescimento espiritual, um homem aparentemente solitário que buscava comunhão com o ser divino.

Ele não se contentava em aprender sobre Deus.

Ele não se contentava em ler e instruir-se sobre Deus.

Ele não se contentava em orar.

O salmista jamais diria que a “leitura da Bíblia e a oração” são suficientes para o homem espiritual.

Ele queria mais, queria como a corsa mergulhar nas águas e saciar sua sede, queria ter um contato profundo e uma experiência marcante que faria a diferença em sua vida.

Precisamos ser como diz o salmista, a corça que mesmo exausta de sua fuga, mesmo cansada, talvez até ferida, desce velozmente a colina na direção das correntes de águas.

A corsa irá mergulhar nas águas, não apenas beber dela!

A corsa irá saciar toda a sua sede e cansaço.

Precisamos ter sede de Deus!

Como o salmista precisamos buscar essa presença que transforma, buscar essa proximidade, precisamos não apenas nos definirmos como homens e mulheres espirituais, mas buscarmos a fonte de toda espiritualidade que é Deus.

Afirmarmos que buscamos como a corsa “Ao que sustenta com vida a nossa alma, e não consente que sejam abalados os nossos pés” – Salmos 66.9

Gritarmos “A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo… Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!”

Salmos 84.2 / 84.1

Precisamos reconhecer nossa fragilidade, nosso pecado, nossas iniquidades e corrermos na direção de Deus e implorar pelo perdão!

Converte-me a ti e serei convertido! Renova os meus dias como no passado (Ec 5.21), porque “Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos” (Isaías 6.5).

Deus não abandonou sua criação como creem os deístas, Ele é um Deus presente para renovar, restaurar e dar vida em abundância!

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Presença de Deus, Palavra de Deus e Vontade de Deus

PARTE 1 – Presença de Deus

Texto inicial: Ezequiel 2:1-3

“E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo. Então entrou em mim o Espírito, quando ele falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava. E disse-me: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se rebelaram contra mim; eles e seus pais transgrediram contra mim até este mesmo dia.

Nos círculos evangélicos é muito comum percebermos a repetição de uma porção de jargões e palavras.

Muito repetidamente esses jargões são criados e enraizados na cultura de uma denominação, de uma comunidade e de uma geração de crentes.

Desejo neste estudo abordar alguns aspectos que envolvem três palavras:

Presença, Palavra e Vontade.

Essas três palavras serão enfocadas sob a perspectiva da Bíblia, buscando entender as ações de Deus, de modo que trarei três expressões comumente faladas na igreja:

  1.  A presença de Deus;
  2. A Palavra de Deus; e
  3. A Vontade de Deus.

. Mas afinal o que queremos dizer quando falamos da presença de Deus?

. O que representa dizer Palavra de Deus?

. E qual é a vontade de Deus?

São questionamentos que quando fazemos fora de uma realidade rotineira dos círculos cristãos, poderemos encontrar uma enormidade de respostas.

Mas qual das respostas devemos aceitar como verdadeira?

Para iniciarmos nosso estudo irei trabalhar hoje com os irmãos o tópico: A Presença de Deus.

Presença é o ato de estar em um determinado lugar, entretanto este conceito tem-se modificado em virtude dos constantes avanços tecnológicos, por meio dos quais podemos marcar nossa presença, mesmo que virtualmente, pelos caminhos das redes e conexões da internet, pelos contatos e conexões com vídeo e áudio, presença global por meio da multimídia.

Mas a presença a qual desejo referir está bem mais além que um simples teclar em um computador, ou de uma mera conversa em um aparelho de celular.

Quero referir a um profundo entendimento que, desde os tempos mais remotos da história da humanidade, vemos crescer em seu entendimento. A presença de Deus.

Então pergunto mais uma vez: O que queremos dizer quando falamos da presença de Deus?

A expressão “presença de Deus” enche-se de interesse e torna-se, eu diria, um jargão domingueiro: sinta a presença de Deus, busque a presença de Deus… Mas será que verdadeiramente sabemos o que isso significa? Sabemos verdadeiramente as implicações que essa presença impõe? Sabemos a responsabilidade que representa querer estar ou participar dessa presença?

Diversas passagens do Novo Testamento vêm aprimorar o conceito de presença de Deus, defendida e pregada no período dos profetas do Antigo Testamento. João (Jo 1.18) enfatiza que “ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer”; Paulo diz que “Deus habita em luz inacessível e; a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver” (1 Tm 6.16); ainda Paulo aos colossenses vem enfatizar que Deus é o invisível mas que pode ser conhecido (Col 1.15);

Uma análise puramente racional desses textos, de forma isolada, nos levaria a desenvolver uma forte incredulidade, quanto a possibilidade de se estar na presença de Deus!

Os cristãos evangélicos renovados e os pentecostais falam mais abertamente de experiências com a presença de Deus. Entretanto efetivamente a Bíblia é a fonte dessas experiências, denominadas pela teologia como teofanias.

E para entendermos a base bíblica sobre a presença de Deus, vamos primeiro ao Velho Testamento, onde essas manifestações ocorrem e salientam o poder e a glória de Deus, embora sem a visibilidade de seu ser real.

A shekinah era uma espécie de revelação resplandecente de Deus, mas desde os relatos de Gênesis quando Adão e Eva andavam em companhia de Deus, Moisés na sarça ardente, depois ainda Moisés no monte Sinai, Elias no monte Horebe, manifestações divinas como fogo que cai do céu sobre o altar de Elias, dentre outras manifestações da presença de Deus.

Muitas ainda são as declarações dos profetas Isaías e Jeremias acerca de Deus e do futuro de seu povo Israel, entretanto o profeta Ezequiel traz o tema que consome tanto a mente quanto o corpo do profeta: A presença de Deus.

O entendimento de Israel sobre a presença de Deus evolui desde a criação, passando por Josué e pelos juízes, pela posse da terra prometida, mas a compreensão da presença de Deus era limitada, como o era também para os povos politeístas, pois acreditava-se, de acordo com a cosmovisão da época, que os deuses estavam limitados ao território.

Ezequiel exerce seu sacerdócio em um tempo de transição entre o fim do período da monarquia e início do exílio Babilônico. Após o período do Reino Unido, quando governaram Saul, Davi e Salamão, o reino foi dividido em Reino do Norte e Reino do Sul, após 396 anos ocorre a queda de Jerusalém – a Tribo de Judá (reino do Sul) – e o povo é levado ao cativeiro babilônico. Esse é o contesto de atuação do profeta Ezequiel, um tempo de escravidão, de cativeiro.

O povo de Israel tinha uma boa compreensão da presença de Deus em Judá, em Jerusalém, no templo, mas não na Babilônia, onde os deuses Bel e Marduque eram venerados.

Nesse tempo de exílio o povo começa a se preocupar e buscar o entendimento do que ofendia a presença de Deus e precisavam saber de que maneira Yahweh podia estar presente.

Ezequiel aborda a presença de Deus em contextos bem diferentes:

  1. Deus que está sempre presente para chamar;
  2. Deus que está presente para julgar
  3. Enfatiza a presença julgadora de Deus entre as nações
  4. Deus também está presente para renovar

a. Em Ezequiel 1 – 3, ele encontra um Deus que está sempre presente para chamar, um deus que é onipresente, está em todos os lugares ao mesmo tempo e está sempre presente a abençoar os fiéis.

“E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo.

Então entrou em mim o Espírito, quando ele falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava.

E disse-me: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel…” Ezequiel 2:1-3

b. Em Ezequiel 4 – 24, a profeta descreve um Deus que está presente para julgar.

A presença de Deus nesse trecho do livro vem trazer o julgamento de Deus para um povo rebelde, o texto em Ezequiel 4:16-17, mostra bem isso:

“Disse-me ainda: Filho do homem, eis que eu quebrarei o sustento de pão em Jerusalém, e comerão o pão por peso, e com ansiedade; e a água beberão por medida, e com espanto; Para que lhes falte o pão e a água, e se espantem uns com os outros, e se consumam nas suas iniquidades”.

c. Em Ezequiel 25 – 32, Ezequiel enfatiza a presença julgadora de Deus entre as nações.

“Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto dizem Moabe e Seir: Eis que a casa de Judá é como todos os gentios;”

Ezequiel 25:8

O povo de Deus é comparado e colocado em pé de igualdade com os gentios, pois o fato de serem nascidos judeus, o fato de serem de Israel, não garante a eles um tratamento diferenciado, são iguais aos gentios, por causa de seus pecados e iniquidades.

Mas o plano de Deus é que mesmo que Israel desobedeça, terá um profeta para adverti-lo. Ezequiel assume o papel de um verdadeiro profeta, pois sua palavra é inspirada pelo Espírito e entregue diretamente pelo Senhor, Ezequiel passa a trabalhar entre o povo mediante o uso de atos simbólicos e a proclamação da palavra de Deus. O importante destacar é que os atos simbólicos utilizados por Ezequiel criam oportunidades de pregação.

Fica claro que a presença de Deus, nessa fase do livro, não traz alegria para o povo, mas significa castigo e não proteção. Significa que acabou a atitude favorável ou pelo menos que a ira tem de acontecer para que o exílio crie um remanescente que crê.

O juízo pode não ser a palavra final de Yahweh, mas é algo necessário, para que o povo conheça e entenda quem diz: “Eu sou o Senhor”.

Israel está envolvido com as práticas politeístas dos babilônicos, pensam que Deus abandonou a terra, Deus mostra a Ezequiel (Ez 8 – 11), em revelação, que ídolos estão nas entradas e no próprio do templo, anciãos adoram ídolos na casa de Deus, duvidam da possibilidade da presença do Senhor com eles. O povo venera divindades solares, deuses babilônicos, cananeus e egípcios no espaço sagrado onde Yahweh escolheu colocar Seu nome.

A razão para a retirada do favor de Deus é que o povo peca porque não acredita que Deus enxerga o que fazem. Acham que Deus está oprimido porque estão no cativeiro, mas Deus não está oprimido e Ele de fato vê, todos tem que aprender que Deus parece estar ausente porque eles pecaram.

d. Em Ezequiel 33 – 48, o profeta declara que Deus também está presente para renovar.

O renovo de Deus vem com o ânimo ao profeta e mostra que mesmo o povo em pecado, na idolatria, garante que existe um futuro para o remanescente fiel, de um grupo será retirado outro grupo santo, que retirará os ídolos, o “verdadeiro Israel” alcançará esses resultados, pois o próprio Deus mudará o coração deles, substituindo a falta de reação por uma nova obediência à vontade de Deus. Deus dará um novo espírito, e esse novo espírito é uma dádiva totalmente imerecida e gratuita da parte de Deus, junto com o novo coração ele produzirá uma obediência à aliança e um relacionamento renovado com o Senhor. Somente com a intervenção divina direta é que essa renovação pode acontecer.

A presença de Deus torna-se mais uma vez favorável a Israel, em Ezequiel 43.1-5:

“Então me levou à porta, à porta que olha para o caminho do oriente.

E eis que a glória do Deus de Israel vinha do caminho do oriente; e a sua voz era como a voz de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória.

E o aspecto da visão que tive era como o da visão que eu tivera quando vim destruir a cidade; e eram as visões como as que tive junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto.

E a glória do SENHOR entrou na casa pelo caminho da porta, cuja face está para o lado do oriente.

E levantou-me o Espírito, e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do SENHOR encheu a casa.”

A renovação do povo testemunhada por Ezequiel em sua visão do vale de ossos secos é completa: “Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR. Assim diz o Senhor DEUS a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis.”

Ezequiel 37:4-5

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized